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27 de abr de 2015

A Viagem no Tempo é Possível ? - Por Michio Kaku (1ª Parte)


Michio Kaku

Dr. Michio Kaku, Professor de Física Teórica na Universidade da Cidade de New York, sendo o autor de Visões: Como a Ciência irá Revolucionar o Século XXI e o best-seller Hiperespaço.

No romance de H.G. Wells, A Máquina do Tempo, nosso protagonista saltou em uma cadeira especial com luzes piscando, ajustou alguns mostradores, e encontrou-se atirado várias centenas de milhares de anos no futuro, onde a Inglaterra já havia desaparecido há muito, e agora era habitada por criaturas estranhas, os Morlocks e os Eloi.
Isso pode ter sido transformado em grande ficção, porém físicos sempre estiveram zombando da ideia de viagem no tempo, considerando isso como um reino de excêntricos, místicos e charlatões, e com uma boa razão. Entretanto, grandes e notáveis avanços na gravidade quântica tem revivido a teoria; viagem no tempo tem tornado-se um jogo justo para físicos teóricos escrevendo nas páginas da revista PHISICAL REVIEW.
Um problema atrelado à viagem no tempo é o enigma sobre diferentes tipos de paradoxos. Por exemplo, há o paradoxo do homem sem pais: O que ocorreria quando você volta antes no tempo e mata seus pais antes que você nascesse? Se seus pais morreram antes de você nascer, como eles poderiam ter tido você que iria matá-los, em primeiro lugar?
Também há o paradoxo do homem sem passado. Por exemplo, digamos que um jovem inventor está futilmente tentando construir uma máquina do tempo em sua garagem. Repentinamente, um ancião aparece do nada e fornece o segredo para construção da máquina do tempo. O jovem inventor então torna-se imensamente rico com ações no mercado, corridas e eventos esportivos por saber o futuro. Então, quando envelhecer, ele decido fazer sua última viagem de volta ao passado e entrega o segredo da máquina do tempo ao seu eu mais jovem. De onde veio a ideia da máquina do tempo?

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Strange Stuff Explained (BBC/PBS)

Singularidade

O destino de toda a matéria que cai em um
buraco negro é ser esmagada a um ponto de
volume zero e infinita densidade— uma
singularidade. A relatividade geral também
 implica que nosso universo em expansão
originou-se de uma.
Uma singularidade é uma região no espaço-tempo em que as forças gravitacionais são tão fortes que mesmo na relatividade geral, a bem-provada teoria gravitacional de Einstein, e a melhor teoria que usamos para descrever a estrutura do universo, quebra-se nesse caso.
Uma singularidade marca um ponto onde a curvatura espaço-temporal é infinita, ou, em outras palavas, possui volume zero e densidade infinita. A relatividade geral demanda que singularidades surjam em duas circunstâncias. Primeiro, ela deve-se formar durante a criação de um buraco negro. Quando uma estrela massiva alcança seu fim, seu núcleo, que foi previamente mantido pela pressão da fusão nuclear que ocorria, colapsa-se e toda sua matéria nuclear é esmagada para fora da existência, na singularidade. Segundo, a relatividade geral mostra que sob certas suposições razoáveis, um universo em expansão como o nosso pode ter começado como uma singularidade.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Strange Stuff Explained (BBC/PBS)

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