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2 de abr de 2015

Eratóstenes

(http://pt.wikipedia.org/wiki/
Erat%C3%B3stenes
)
O homem que mediu o mundo pela primeira vez, o astrônomo grego Eratóstenes (276-196 A.C.), viveu em Alexandria durante o terceiro século A.C. Ele percebeu que o primeiro dia do verão em Sirene (atualmente Aswan), Egito, o sol aparecia diretamente ao alto ao meio dia. Ao mesmo tempo, em Alexandria, entretanto, o sol aparecia um pouco mais ao sul (cerca de 7 graus) do apogeu. Sabendo a distância entre Sirene e Alexandria e assumindo que os raios do sol eram paralelos quando incidiam sobre a superfície da Terra, ele calculou o tamanho do planeta usando geometria simples. Como resultado, obteve 25.000 milhas para circunferência, notavelmente preciso.
Eratóstenes não foi o único grego que tentou medir a Terra. Um século depois, Posidônio copiou essa façanha, usando a estrela Canopus como sua fonte de luz e as cidades de Rodes e Alexandria como sua linha de base. Apesar da técnica ser parecida, ele teve o valor errado da distância entre Rodes e Alexandria, então sua circunferência ficou reduzida. Ptolomeu escreveu essa figura menor em seu tratado de geografia, o qual foi consultado pelos exploradores renascentistas para procurar por uma via mais rápida para as Indias. Se Ptolomeu tivesse usado as medidas maiores de Eratóstenes, talvez Colombo nunca tivesse navegado à oeste.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Cosmological Stars (BBC/PBS)

Albert Einstein

Albert Einstein em 1921
(http://pt.wikipedia.org/wiki/
Albert_Einstein
)
A resposta do século 20 à Isaac Newton, Albert Einstein (1879-1955) revolucionou nossos conceitos de espaço e tempo e desenvolveu teorias usadas para construir os modelos do universo. Ele nasceu em Ulm, Alemanha, mudando-se com sua família para Munique pouco depois. Ele mostrou um pouco de proeza acadêmica quando adolescente, mas não começou a deixar sua marca antes que se muda-se para Zurique, Suiça. Trabalhando como funcionário de um escritório de patentes em Berna no início do século, ele foi capaz de gastar seu tempo livre estudando física.
O grande ano de Einstein foi 1905, quando produziu três artigos de tremendo significado. Um deles deu uma descrição matemática para o movimento aleatório de pequenas partículas*. Um segundo descreveu o efeito fotoelétrico, no qual elétrons são emitidos quando a luz incide em certos metais (muitos impressionam-se ao saber que ele ganhou o Prêmio Nobel devido essa descrição e não devido suas teorias da relatividade). Seu terceiro artigo no ano era sobre a relatividade especial, na qual ele descreveu a física de objetos movendo-se a velocidades constantes e descobriu a equivalência de massa e energia, relatada pela equação E=mc². Einstein levou mais 10 anos para desenvolver sua teoria da relatividade geral, a qual descreve o universo como um todo e forma a base para o entendimento da estrutura do universo.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Cosmological Stars (BBC/PBS)

*Nota do Tradutor¹: Movimento Browniano

Radiação Cósmica de Fundo

Pequenas flutuações na temperatura na geralmente
suave radiação cósmica de fundo representam
sementes gravitacionais no universo primordial ao
redor das quais aglomerados de galáxias são
finalmente formados. 
Prevista por George Gamow e seus colaboradores na década de 1940 e detectada por Arno Penzias e Robert Wilson na década de 1960, a radiação cósmica de fundo é um fraco eco do Big Bang. Após o nascimento explosivo do cosmos, o universo expandiu e resfriou-se rapidamente. Após quase 300.000 anos, sua temperatura caiu para quase 3.000 kelvin (5.000º Fahrenheit) e uma grande mudança estava tomando lugar. Antes desse tempo, as condições eram muito quentes para os átomos formarem os prótons e elétrons, cada qual de sua forma, e fótons de luz poderiam viajar apenas curtas distâncias antes de interagirem com elétrons livres. Era como se o universo existisse apenas em uma espessa neblina e evitava que a luz penetrasse.
Mas quando a temperatura atingiu 3.000 kelvin, núcleos atômicos finalmente capturaram elétrons e formaram átomos estáveis. Fótons estavam, então, permitidos à viajarem desimpedidos e a neblina levantou-se e o universo tornou-se transparente à luz. É essa a luz que vemos como radiação de fundo, chegando à nós de todas as direções. Entretanto, em 10 bilhões de anos ou mais após o Big Bang, o universo expandiu por um fator de milhares, fazendo a temperatura da radiação decair por um fator similar. Atualmente emite aproximadamente 3 kelvin (3º Celsius acima do zero absoluto) em uma microonda componente do espectro eletromagnético, um fraco resquício do quente início do universo. O fundo parece suave, variando apenas em uma parte em 100.000 através dos céus.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Strange Stuff Explained (BBC/PBS)

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