Artigos Recentes


10 de abr. de 2015

O Big Bang


Basicamente pode ser descrito como o início explosivo do Universo. Ela baseia-se na ideia de grandes estrelas da cosmologia. O primeiro era um clérigo católico, Georges Lemaitre. Ele pensava que o Universo estava em um contínuo movimento de afastamento, isso faz-se ver que ao voltar-se ao passado, sua ideia sustentava que nos primórdios do universo toda matéria e energia estavam concentradas em um único ponto, até que houve uma explosão que desencadeou uma expansão do Universo.  Isso origina o nome Big Bang.

A Teoria da Relatividade apresentava uma ideia de expansão, o que fez que Albert Einstein, acreditando inicialmente em Universo estático, adicionasse uma constante, a Constante Cosmológica. Posteriormente considerou isso como um de seus grandes erros.
O outro responsável pela teoria foi Edwin Hubble, por suas observações e sua lei que relatava com mais precisa este afastamento do Universo.
A teoria, em certo ponto, não descreve completamente o início das galáxias, pois o máximo que se sabe é alguns décimos, ou milésimos de segundo, após o início. Ela ainda não define o que teria iniciado este processo de separação. 

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Strange Stuff Explained (BBC/PBS)

A Lei de Hubble


Por volta de 1920, ao observar o céu pelo gigantesco telescópio de MT. Wilson, o astrônomo Edwin Hubble percebeu um fator interessante nos espectros de luz das galáxias quando comparava com as distâncias estimadas. Percebeu que as galáxias quando em movimento de afastamento emitiam luz avermelhada, como explica o Efeito Doppler. Isso o fez pensar que a velocidade era diretamente proporcional a distância e o fez chegar a conclusões que levaram a ser criada a Lei de Hubble e também o Big Bang, uma das principais teorias sobre a origem do Universo.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Strange Stuff Explained (BBC/PBS)

7 de abr. de 2015

Johannes Kepler

Johannes Kepler (1610), autor desconhecido
(
http://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Kepler)
Johannes Kepler (1571-1630) pegou a ideia heliocêntrica básica de Copérnico e a transformou em um sistema que funcionava. Usando posições extremamente precisas medidas pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, Kepler formulou as três leis dos movimentos planetários. Primeiro, as órbitas dos planetas são elipses com o sol em um dos focos (uma elipse é uma curva fechada que pode variar de um circulo perfeito a um muito longo e oval). A segunda lei descreve como um planeta viaja mais rapidamente em torno de seu caminho eliptico quando aproxima-se do sol. E a terceira lei fornece uma relação precisa entre o tamanho da órbita de um planeta e o período de tempo que um planeta leva para orbitar o sol. Por ter abandonado o conceito clássico de que o movimento deveria ser circular e possuir velocidades constantes, Kepler demonstrou que o universo comporta-se por suas próprias leis e não necessariamente irá seguir nossos conceitos arbitrários.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Cosmological Stars (BBC/PBS)

6 de abr. de 2015

Dmitri Mendeleev

English: Russian chemist Dmitri Mendeleev
O Químico Russo
Dmitri Mendeleev
(Photo credit: Wikipedia)
Nascido na Sibéria, sendo o último de 14 crianças, Dmitri Mendeleev (1834-1907) revolucionou nossa compreensão das propriedades dos átomos e criou uma tabela que provavelmente adorna qualquer sala de química no mundo. Depois de seu pai ficar cego e não mais poder sustentar a família, a mãe de Mendeleev iniciou uma fábrica de copos para fazer frente às despesas. Mas logo Mendeleev terminou o ensino médio, seu pai morreu e a fábrica queimou. Com a maioria de seus outros filhos vivendo por conta própria, sua mãe o enviou para São Petersburgo, trabalhando incansavelmente e com sucesso, para enviá-lo para a faculdade.
No final da década de 1860, Mendeleev começou à trabalhar em sua maior proeza: a tabela periódica dos elementos. Por organizar todos os 63 elementos então conhecidos por peso atômico, ele tentou organizá-los em agrupamentos com propriedades similares. Onde houvesse vaga na tabela, ele previu que um novo elemento poderia ser encontrado e deduzidas suas propriedades. E ele estava certo. Três desses elementos foram encontrados durante sua vida: gálio, escândio e germânio. Ele forneceram o mais forte suporte para a tabela periódica, pedra basal tanto em química quanto em nossa compreensão de como o universo é construído.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Cosmological Stars (BBC/PBS)

5 de abr. de 2015

Universo Copernicano

O Sol era o centro do universo de Copérnico,
sendo circundado por Mercúrio, Vênus, Terra, Marte,
Júpiter e Saturno.
Copérnico fez um grande passo adiante por perceber que o movimento dos planetas poderia ser explicado colocando-se o Sol no centro do universo ao invés da Terra. Nesse ponto de vista, a Terra era simplesmente um de muitos planetas orbitando o sol, e o movimento diário das estrelas e dos planetas eram apenas reflexões da Terra girando em torno de seu eixo. Apesar do astrônomo grego Aristarco ter desenvolvido a mesma hipótese mais de 1.500 anos antes, Copérnico foi a primeira pessoa a argumentar sobre seus méritos nos tempos modernos.
No modelo copernicano centrado no sol (heliocêntrico) do cosmos, os planetas ocasionalmente movendo-se para trás, ou retrogradamente, foram explicados pela combinação dos movimentos da Terra e dos planetas. Como a Terra orbita em torno do sol em uma órbita mais rápida, periodicamente ela ultrapassa os planetas mais externos. Como um corredor mais lento em uma faixa mais externa, os planetas mais distantes pareciam ser deixados para trás em relação ao cenário de fundo.
O modelo copernicano também explica porque os dois planetas mais próximos ao sol, Mercúrio e Vênus, nunca vagueiam para longe do sol nos céus. E isso permitiu Copérnico calcular a escala aproximada do sistema solar pela primeira vez. Isso não quer dizer, necessariamente, que o modelo de Copérnico não possui problemas: ele ainda estava agarrado à ideia que os planetas moviam-se em órbitas circulares à velocidades constantes, como Ptolomeu, ele fez uma gambiarra de círculos com círculos dentro para predizer a posição dos planetas com razoável precisão.
Apesar da verdade básica de seu modelo, Copérnico não provou que a Terra movia-se ao redor do Sol. Isso foi deixado para astrônomos posteriores. A primeira evidência direta veio das Leis da Mecânica de Newton, que diziam que quando um objeto orbitava um outro, o objeto mais leve moveria-se mais que o objeto mais pesado. Devido o sol ser 330.000 vezes mais pesado que a Terra, nosso planeta deveria estar fazendo quase todo o movimento. Uma observação direta do movimento da Terra veio em 1838, quando o astrônomo alemão Friedrich Bessel mediu um pequeno deslocamento, ou paralaxe, de uma estrela relativamente próxima às estrelas mais distantes. O pequeno desvio refletiu nosso planeta mudando seu ponto de vantagem à medida que orbita o sol durante o ano.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Strange Stuff Explained (BBC/PBS)

4 de abr. de 2015

Terra Plana

Não tanto uma teoria do universo, mas uma simples imagem do planeta que chamamos de casa, o modelo da Terra plana enunciava que a superfície da Terra era aplainada. Apesar da experiência cotidiana fazer parecer uma proposição sensata, observações diretas da natureza mostram que o mundo real não é tão simples. Por exemplo, quando um navio está chegando à um porto, a primeira parte vista é a plataforma do vigia, depois aparecem as velas, e então o arco do navio. Se a Terra fosse plana, o navio inteiro seria visto quando fosse visível chegando próximo à costa.
O filósofo grego Aristóteles mencionou outras duas razões para a Terra ser redonda. Primeiro, ele percebeu que a sombra da Terra sobre a Lua durante um eclipse era circular, o que seria possível apenas se a Terra fosse esférica (Se a Terra fosse um disco, sua sombra iria aparecer como uma elipse alongada ao menos durante parte do eclipse). Segundo, Aristóteles sabia de pessoa que viajaram para o norte viam a Estrela do Norte ascender alto aos céus, enquanto os que dirigiam-se para o sul viam a mesma estrela descender. Em uma Terra plana, a posição das estrelas não iriam variar com a localização da pessoa.
Apesar desses argumentos, os quais venceram a maior parte dos cidadãos educados do mundo, a crença em uma Terra plana persistiu entre muitos outros. Não antes dos exploradores realizarem a circunavegação ao mundo no século XVI, essas crenças não morreram. Incrivelmente, ainda hoje existe um núcleo de pessoas que persistem acreditando em uma Terra plana, mesmo depois das Missões Apollo e as gloriosas imagens da Terra esférica suspensa contra o espaço negro.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Strange Stuff Explained (BBC/PBS)

3 de abr. de 2015

Nicolau Copérnico

Nicolau Copérnico
Wikipédia
Apesar de treinado em direito e medicina, Nicolau Copérnico (1473-1543) era mais interessado em astronomia e matemática. Por volta do início de 1500, ele percebeu que o sistema de Ptolomeu para calcular as posições dos planetas era muito incômodo. Ele decidiu que os cálculos poderia ser bem mais simples se o Sol fosse o local no centro do universo ao invés da Terra, e ele trabalhou os detalhes. Apesar dele compartilhar suas ideias com vários intelectuais europeus, ele esperou algum tempo antes de publicar seu trabalho, provavelmente uma ideia inteligente, visto que ele era cônego em uma catedral, onde suas ideias explosivas não poderiam ser populares.
Seu livro detalhando o modelo heliocêntrico "DE REVOLUTIONIBUS ORBIUM COELESTIUM", ou "A Revolução dos Corpos Celestes" finalmente foi impresso em 1543, ano em que morreu. Ele dedicou seu livro ao Papa Paulo III, e um prefácio foi adicionado (sem conhecimento de Copérnico) dizendo que a teoria tinha por objetivo apenas fazer o cálculo do movimento dos planetas mais fácil e não impor-se como uma afirmação da realidade. Isso deve ter funcionado, tendo em vista que não foi adicionado na lista de livros banidos até 1616. O título também ajudou dando um novo significado à palavra revolução, que anteriormente referia-se apenas ao movimento de corpos celestes, mas desde então, tomou conotação política.

Fonte: Stephen's Hawking Universe - Cosmological Stars (BBC/PBS)

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More